quarta-feira, 4 de maio de 2022

Problemas na rede de saúde se multiplicam também no Sertão, Mata e Agreste, lembra Miguel Coelho

Foto: Jonas Santos

Reflexo da omissão e descaso do governo estadual na gestão da saúde, a população do Agreste, Mata e Sertão sofrem com estruturas precárias e falta de atendimento, o que obriga o deslocamento de pacientes para hospitais em cidades vizinhas ou na capital. Com quase 1,8 milhão de habitantes, o Sertão tem apenas seis hospitais de referência, e a maioria das unidades possui estrutura física sucateada, superlotação, equipes sobrecarregadas e falta de insumos básicos e de equipamentos para exames e tratamentos. 

O drama é sentido na pele pelos pacientes de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão do São Francisco, onde não há hospital regional. Os casos graves são encaminhados para a Rede Interestadual de Saúde Pernambuco/Bahia (Rede PEBA). “A espera é horrível, a senha da regulação é conhecida como a senha da morte, porque demora demais e nem sempre o paciente pode esperar”, lamenta o prefeito da cidade, George Duarte. 

A situação se repete em municípios do Agreste e Zona da Mata. Além de sofrerem com o atendimento precário, os moradores dos municípios questionam obras abandonadas a exemplo do Hospital da Mulher de Caruaru e das UPAs de Carpina e Palmares. Em encontro recente com o pré-candidato Miguel Coelho, o prefeito Júnior de Beto fez um desabafo. “Faz oito anos que a UPA foi construída e não foi aberta”, relatou o gestor de Palmares.

Crítico da má gestão do atual governo, o pré-candidato a governador Miguel Coelho defende a descentralização dos serviços de saúde e um novo modelo de gestão. Ele lembra que R$ 6 bilhões são gastos por ano com as Organizações Sociais (OS), mas o povo continua sem atendimento. “Infelizmente, o caos na saúde, a falta de humanização, não é só nos grandes hospitais do Recife. Isso se multiplica no Sertão, Agreste e Mata”, aponta Miguel. 

Ainda segundo o pré-candidato a governador, Pernambuco precisa de um novo modelo de gestão para que cenas como a queda do teto do Hospital da Restauração não se repitam. “A queda do teto de um hospital desse porte é algo que nos envergonha nacionalmente, mas infelizmente é uma tragédia anunciada. Quantas matérias e vídeos já vimos sobre gente deitada nos corredores? Quantas vezes médicos, enfermeiros, técnicos e demais funcionários do HR, sob anonimato, já denunciaram o descaso com um dos principais equipamentos de saúde pública de Pernambuco?”, lembrou Miguel em nota sobre a queda do teto de uma ala do Hospital da Restauração.

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